História
Mapa dos países participantes dos Jogos Pan-Americanos

Após as
Olimpíadas de 1932, inspirados pela realização dos
Jogos Centro-Americanos e do Caribe, alguns membros latino-Americanos do
COI propuseram uma espécie de "competição regional" entre as
Américas, com o intuito de desenvolver o esporte na região. A ideia acabou por concretizar o I Congresso Esportivo Pan-americano, no ano de 1940, no qual ficara definido que os primeiros Jogos Pan-Americanos seriam realizados na capital argentina, dois anos mais tarde. Em virtude do ataque japonês a
Pearl Harbour (Havaí), em dezembro de 1941, e da entrada dos Estados Unidos na
Segunda Guerra Mundial, que durou de
1939 até
1945, os mesmos não puderam ser disputados.
[1] Encerrados os conflitos, após as
Olimpíadas de 1948, um novo congresso confirmou
Buenos Aires como a primeira sede dos Jogos, que se realizariam no ano de 1951. Esta edição teve sua abertura em 25 de fevereiro e contou com a participação de 2 513 atletas advindos de 21 países, que disputaram provas em dezoito esportes.
[2] A Argentina, anfitriã, conquistou 47% das medalhas de ouro. Quatro anos mais tarde foi criada a
Organização Desportiva Pan-americana (sigla: ODEPA), sediada na
Cidade do México. Formada por 42 países do continente, A ODEPA é responsável pela realização dos Jogos Pan-Americanos.
[3]Desde a primeira edição, o número de atletas, países participantes e modalidades disputadas quase dobrou. No Brasil, o Pan foi realizado em 1963, na cidade de São Paulo, com a presença de 1 665 esportistas de 22 países. Mais tarde, em 2007, o Pan do Rio de Janeiro abrigou 5 662 participantes de 42 países, que disputaram um total de 332 provas em 41 modalidades.
[1]
Fundadores
Vinte e dois países são membros fundadores dos Jogos. São eles:
Desde os primeiros Jogos Pan-Americanos, a tocha é acesa como nos
Jogos Olímpicos e nas demais competições continentais, como os
Jogos Asiáticos e os
Jogos Pan-Africanos. Na primeira edição, a tocha percorreu o caminho saída de
Olímpia,
Grécia. Desde a edição posterior, passou a ser acesa pelo
povo asteca, em templos antigos,
[carece de fontes] exceto na edição de 1963, quando os índios carajás a acenderam em
Brasília.
[4]
[editar] As mascotes
Apesar da tocha ser acesa desde a primeira edição, a aparição das mascotes só se deu na edição de 1979, em San Juan, Porto Rico. Na ocasião, Coqui homenageou um tipo de
sapo, comum no país. Na edição seguinte, o
leão Santiaguito, a mascote de Caracas, Venezuela, simbolizou a força dos países pan-Americanos. Em 1987. o
papagaio Amigo representou uma ave típica, comum em todas as Américas, inspirando fraternidade entre as nações. Em Havana - 1991, Tocopan, representou a ave nacional cubana, o
tocororo. Já em 1995, Lobi, o
leão-marinho simbolizou a cidade de Mar del Plata, na Argentina. Em Winnipeg, Canadá, usou-se de duas mascotes pela primeira vez, o Pato Pan-americano e a Lorita Pan-americana. Na edição posterior, em Santo Domingo, Tito, um
peixe-boi, representou a consciência ecológica para as espécies em extinção e serviu de alerta aos povos das Américas. No Brasil, em 2007, o
sol Cauê, que teve o nome escolhido em votação popular e significa "homem bondoso", fez parte de uma lenda que mistura as raças e a história do Rio de Janeiro, a cidade-sede.
[5]
Entre os casos de
doping já registrados nas edições, o de 1983 contabilizou dezenove casos, a maioria por
anabolizantes. Anteriormente, doze norte-Americanos desistiram de competir e posteriormente, dos dezenove competidores, dez haviam conquistado medalhas e as perderam. Dentre todos os esportes, o
levantamento de peso e o
atletismo são os que mais contabilizam casos, em um total de 51 até a edição de Santo Domingo em 2003. Entre os brasileiros, até a edição de 2007, nenhum caso fora registrado em Pans. Neles, contudo, a ODEPA confirmou que os exames antidoping da nadadora
Rebeca Gusmão e do halterofilista
Fabrício Mafra indicaram resultados analíticos adversos. Como resultados, ambos perderam suas medalhas.
[4]
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